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Bem-vinda(o)

Dieta ecológica

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Hamburger de frango grelhado

O homo sapiens é o animal com a dieta mais variada do planeta. Essa espécie come tudo que se mexe e o que não se mexe também, mas é incrível como a sua alimentação é regulada por normas culturais. Os hábitos alimentares do ser humano são determinados por influências de todos os tipos, algumas remontam há séculos, outras são bem recentes, como a preocupação ecológica.

Vamos exemplificar a complexidade dos hábitos alimentares falando sobre o consumo de carne, talvez o alimento mais regulado culturalmente. Os vegetarianos, obviamente, desaconselham o consumo de qualquer tipo de carne e suas motivações têm raízes espirituais ou simplesmente vem do respeito às formas de vida animal. Embora ecologistas tenham preocupações quanto ao consumo de carne, não dá para fazer uma associação direta entre ecologistas e vegetarianos.

A carne de boi é vetada aos seguidores do hinduísmo; os gourmets, ao contrário, tem os bovinos em elevada estima;  já as nutricionistas desaconselham o consumo sem controle desse alimento, pelos riscos que a carne vermelha apresenta à saúde. Os ecologistas também implicam com a carne bovina, pois sua produção consome muita área de pastagem e tem baixo rendimento se comparado com outros alimentos.

Quando o assunto é carne suína, sabemos que os seguidores do judaísmo e os muçulmanos não podem consumi-la. As nutricionistas torcem o nariz para ela por causa da obesidade dos porquinhos. Os ecologistas são menos resistentes a essa fonte de proteína porque os porcos são criados em confinamento, o que resulta em uma agroindústria de menor impacto.

Os peixes são os queridinhos das nutricionistas e, até onde eu sei, não são vetados por nenhuma religião, mas os ecologistas alertam que a maior parte do peixe vem da pesca extrativa predatória e isso vai acabar com os ecossistemas aquáticos.

A carne de frango, arre, não é vetada por quase ninguém, só não pode ser comida no Ano Novo, pois sabemos que a galinha cisca para trás e isso não é nada auspicioso.

Minha filha, que aderiu a hábitos alimentares saudáveis e ecológicos, me fez pensar melhor na alimentação da família, tanto que vou pôr lenha na fogueira, propondo uma dieta ecológica para se somar às milhares de dietas do mundo. Não é dieta radical e dá atenção ao consumo de carne. A dieta é simples e leva em conta os sete dias da semana. Veja o prato principal de cada dia.

  • Segunda-feira vegetariana restrita. Dia de se recuperar dos excessos do final de semana. Uma refeição vegetariana sem nenhum derivado animal, de preferência, com vegetais orgânicos é ótima para o meio ambiente e para o organismo.
  • Terça-feira do frango. Frango é proteína barata de impacto ambiental reduzido.
  • Quarta-feira vegetariana. Um dia por semana, vai bem uma dieta vegetariana, mas sem restrição aos derivados animais. Valem leite, queijo, ovos, etc.
  • Quinta-feira mais frango. Frango deve ser repetido na semana, pois é carne ecológica, além de ser saudável.
  • Sexta-feira aquática. Os animais da água são bons para a saúde, mas dê preferência aos criados pelo homem em vez dos que vem de pesca predatória.
  • Sábado gordo. A carne de porco deve ser consumida com moderação, para não estressar seu cardiologista, mas sábado é o dia internacional da feijoada.
  • Domingo vermelho. Uma vez por semana vamos de carne de gado. Assim, evitamos o consumo excessivo de carne vermelha sem abrir mão do churrasco e contribuímos para a redução do rebanho bovino e seus puns cheios de metano.

Esse cardápio pode variar um pouco de acordo com as convicções e hábitos de cada um. Nada contra a inclusão no cardápio de alguma carne menos comum como carneiro, pato, peru, cabrito, avestruz, jacaré, rã, etc. O que não pode de jeito nenhum é carne de caça.

Última atualização em Seg, 12 de Outubro de 2009 20:08
 

Quem precisa de carro flex?

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Carro flex

Em um mundo ecologicamente perfeito não haveria carros flex. Pensando bem, nesse mundo não haveria automóveis, mas vamos manter o pé na realidade e entender os prós e contras do carro flex. No Brasil, flex é o carro bicombustível que roda com álcool hidratado, com a gasolina nacional (que tem 25% de álcool) ou com a mistura em qualquer proporção desses dois combustíveis. Álcool e gasolina têm propriedades diferentes e cada um precisa de uma regulagem própria do motor para alcançar o melhor rendimento. Os carros flex fazem algumas regulagens automaticamente para se adaptar à mistura presente no tanque. A diferença mais importante em termos de regulagem, porém, é a taxa de compressão. Ela deve ser mais alta para o álcool, mas os carros flex não têm regulagem dinâmica da taxa de compressão do motor. Em vez disso, usam uma taxa intermediária fixa. A conseqüência é que o motor flex não fica na regulagem ideal nem para álcool, nem para gasolina e rende menos do que carros com motores mono combustível equivalentes. Só para exemplificar: a Saveiro total flex 1.6 faz 8,7 km/l com álcool. A Saveiro 1.6 a álcool de 1986 fazia 10,67 km/l. Parece piada, mas no Brasil tem carro velho rendendo mais do que carro novo cheio de tecnologia.

Se o carro monocombustível é melhor em consumo e potência, por que os carros flex, vendidos desde 2003, fazem tanto sucesso? Quando o consumidor adquire um carro flex está pensando em duas coisas: abastecer sempre com álcool e ficar calçado caso haja um rebuliço no mercado e o álcool fique muito caro ou venha a faltar nas bombas. O motorista quer usar apenas álcool em seu carro flex, pois acha que vai economizar uma boa grana. Na maioria dos casos a economia acontece mesmo, mas não dá para ter certeza antes de fazer as contas. Nem sempre a diferença de preço entre álcool e gasolina está favorável. Além disso, é preciso considerar que um carro monocombustível renderia bem mais. Em alguns momentos, abastecer um flex com álcool sai mais caro do que abastecer um carro a gasolina equivalente, mas o consumidor nem percebe porque o cálculo é enjoado de fazer. Enfim, os brasileiros querem sempre abastecer com o combustível mais barato. Lei de Gerson. A indústria automobilística tem interesse no carro flex porque dessa forma oferece duas opções ao consumidor e investe em apenas um projeto. O país sai prejudicado, pois o consumo geral de combustíveis poderia cair mais de 10% caso a frota fosse apenas de carros mono combustíveis eficientes.

Os carros flex se justificam em um país que está diversificando a sua matriz energética e ainda não conseguiu montar uma cadeia produtiva estável para seus combustíveis. Nos EUA, por exemplo, dos 170.000 postos existentes, em torno de 2.000 apenas oferecem álcool combustível. Lá, os carros flex fazem sentido, não para o consumidor economizar dinheiro, mas simplesmente para que consiga abastecer o carro. Nossa realidade é outra. Estamos evoluídos na questão dos bio combustíveis, produzimos mais álcool do que gasolina. Nossa aposta no álcool começou há mais de trinta anos. Aqui, combustível alternativo é a gasolina, o álcool está disponível em quase todos os postos e a indústria desse combustível é sólida. O mercado oscila, é verdade, mas será que nós que produzimos petróleo e álcool, precisamos do carro flex para regular os preços? Eu, que já tive vários carros 100% a álcool e nunca fiquei na mão mesmo nas manhãs frias de Curitiba, gostaria de vê-los novamente a venda. São mais econômicos, mais ecológicos, mais brasileiros.

Última atualização em Seg, 12 de Outubro de 2009 20:06
 

O futuro que a Petrobras prepara para nossas criancinhas

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Vídeo Petrobras

Vi na TV o novo comercial da Petrobras anunciando os planos da empresa para extrair petróleo da camada pré-sal. Em dado momento do comercial um garoto que deve ter seus dez anos de idade fala que a Petrobras está preparando o país em que ele vai viver. Se a o governo pensasse com mais carinho no futuro do garoto, provavelmente trabalharia pela redução da produção de petróleo, em vez de investir para dobrá-la. Se continuarmos pela linha predatória em que tudo se resolve com aumento de produção e de consumo, nosso futuro será de aquecimento global, de poluição e esgotamento dos recursos naturais.

O governo atual (e os anteriores também) trabalha para ligar a Petrobras a bandeiras ufanistas. A imagem da empresa é trabalhada para que a população a perceba como ícone da indústria nacional, como exemplo de responsabilidade social e de investimento em tecnologia. A Petrobras é tudo isso, mas o tempo passa para todos e a mudança é a única coisa que não muda. Se a Petrobras é dos brasileiros, se ela é a nossa maior empresa, então está na hora de ela investir seus bilhões em tecnologia limpa, em fontes energéticas renováveis, em redução do consumo de combustíveis fósseis. As crianças brasileiras estão aprendendo na escola a cuidar do meio ambiente. Elas querem um futuro sem efeito estufa, sem poluição e sustentável. O que está por trás da exploração do pré-sal é um oportunismo econômico sem precedentes na história da companhia. A Petrobras lutou por décadas pela independência brasileira na produção de petróleo. Agora que estamos próximos da auto-suficiência, o governo quer colocar o Brasil no centro da especulação internacional em torno do ouro negro. As reservas mundiais estão caindo, a demanda está crescendo, as pressões ambientais aumentam. O cenário econômico mostra que a hora de investir em pré-sal é agora. O Brasil pode ganhar muito dinheiro especulando com esse óleo, mas será que todo esse capital vai ajudar no futuro do garoto da propaganda? Para a Petrobras participar da construção de um futuro melhor para o Brasil, ela tem que se transformar em uma empresa de energia verde e não, negra.

Assista o comercial no site da Petrobras

Última atualização em Seg, 12 de Outubro de 2009 20:05
 

Vilões do consumo de energia elétrica em casa

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Tomada elétrica

Economizar energia elétrica é bom para o bolso e para o meio ambiente. O problema é que as residências de hoje estão repletas de aparelhos elétricos, mesmo as mais modestas. Saber quais são os vilões do consumo não é muito simples. Existem aparelhos de consumo alto, mas que são pouco usados durante o mês. Por outro lado, existem aparelhos de baixo consumo, mas que ficam ligados ininterruptamente, por isso, só fazendo o cálculo na ponta do lápis para saber onde estão os ralos de consumo de energia elétrica em uma residência. Baixe a planilha a seguir para fazer um cálculo mais preciso do consumo em sua casa.

Planilha de consumo de energia elétrica residencial

Para ilustrar como pode variar o consumo de uma casa para outra, vamos calcular o consumo mensal de três residências com diferentes padrões de consumo, onde moram famílias de quatro pessoas. Nenhuma delas adota soluções ecológicas como aquecimento solar ou células fotovoltaicas.

Residência econômica

Nessa casa, os maiores consumos ficam por conta do chuveiro elétrico (73,50kWh), das lâmpadas (46,05 kWh) e da geladeira de uma porta (29,70 kWh). Os equipamentos de Informática consomem 24,05 kWh, bem mais do que a TV de tubo 29” (16,50 kWh).

Aparelhos elétricos

Quantidade

Consumo mensal (kWh)

CHUVEIRO ELÉTRICO

1

73,50

GELADEIRA DE UMA PORTA

1

29,70

LÂMPADA INCANDESCENTE - 40 W

3

18,00

TV EM CORES CRT - 29"

1

16,50

COMPUTADOR DESKTOP (SEM MONITOR)

1

12,00

LÂMPADA FLUORESCENTE COMPACTA 23 W

3

10,35

MULTIPROCESSADOR

1

8,40

LÂMPADA FLUORESCENTE COMPACTA 15 W

3

6,75

LÂMPADA FLUORESCENTE TUBULAR 20W

2

6,00

LAVADORA DE ROUPAS

1

6,00

FERRO ELÉTRICO AUTOMÁTICO

1

5,00

LÂMPADA FLUORESCENTE COMPACTA 11W

3

4,95

ESTABILIZADOR 300 VA (CONSUMO INTERNO)

1

4,80

MONITOR LCD 15 "

1

4,80

GRILL/SANDUICHEIRA

1

3,75

SECADOR DE CABELOS PEQUENO

1

3,60

RÁDIO RELÓGIO

1

3,60

APARELHOS EM STAND BY

1

2,85

MODEM ADSL

1

2,40

RÁDIO ELÉTRICO PEQUENO

1

2,40

LIQUIDIFICADOR

1

1,35

APARELHO DE SOM PORTÁTIL

1

1,20

VÍDEOGAME

1

0,90

BATEDEIRA

1

0,38

FURADEIRA

1

0,35

CARREGADOR DE PILHAS

1

0,25

DVD PLAYER

1

0,20

FOGÃO A GÁS COMUM

1

0,18

ALISADOR DE CABELOS

1

0,08

BARBEADOR/DEPILADOR/MASSAGEADOR

1

0,06

IMPRESSORA DESKJET PEQUENA

1

0,05


TOTAL

230,35

Residência de consumo médio

Os maiores gastos de energia elétrica nessa casa são para aquecer água. Chuveiro e torneira elétricos consomem juntos 126 kWh. A iluminação é responsável pelo segundo maior consumo: 96,6 kWh, mesmo com o predomínio de lâmpadas econômicas na instalação. Os aparelhos de som e vídeo consomem 67,7 kWh. A geladeira de duas portas fica em quarto na lista com 50,60 kWh.

Aparelhos elétricos

Quantidade

Consumo mensal (kWh)

CHUVEIRO ELÉTRICO

1

73,50

TORNEIRA ELÉTRICA

1

52,50

GELADEIRA 2 PORTAS

1

50,70

LAVADORA DE LOUÇAS

1

31,50

VENTILADOR DE TETO

1

28,80

TV LCD 42"

1

27,00

LÂMPADA HALÓGENA 50W

3

22,50

LÂMPADA FLUORESCENTE COMPACTA 23 W

6

20,70

EXAUSTOR DE FOGÃO

1

20,40

CAFETEIRA ELÉTRICA

1

18,00

LÂMPADA INCANDESCENTE - 40 W

3

18,00

TV EM CORES CRT - 29"

1

16,50

LÂMPADA FLUORESCENTE COMPACTA 15 W

6

13,50

COMPUTADOR DESKTOP (SEM MONITOR)

1

12,00

HOME THEATER

1

12,00

LÂMPADA FLUORESCENTE TUBULAR 20W

4

12,00

FORNO MICROONDAS

1

10,80

LÂMPADA FLUORESCENTE COMPACTA 11W

6

9,90

APARELHOS EM STAND BY

3

8,55

MONITOR LCD 17"

1

8,40

MULTIPROCESSADOR

1

8,40

LAVADORA DE ALTA PRESSÃO

1

7,00

LAVADORA DE ROUPAS

1

6,00

NOTEBOOK

1

6,00

FERRO ELÉTRICO AUTOMÁTICO

1

5,00

APARELHO DE SOM

1

4,80

ESTABILIZADOR 300 VA (CONSUMO INTERNO)

1

4,80

CORTADOR DE GRAMA PEQUENO

1

4,00

GRILL/SANDUICHEIRA

1

3,75

PORTÃO AUTOMÁTICO

1

3,60

SECADOR DE CABELOS PEQUENO

1

3,60

BOMBA AQUÁRIO PEQUENO

1

3,60

RÁDIO RELÓGIO

1

3,60

CONVERSOR TV DIGITAL

1

3,00

DECODIFICADOR PARA TV A CABO

1

3,00

ROTEADOR

1

2,88

ENCERADEIRA

1

2,00

TELEFONE SEM FIO

1

1,80

LIQUIDIFICADOR

1

1,35

APARELHO DE SOM PORTÁTIL

1

1,20

VÍDEOGAME

1

0,90

ASPIRADOR DE PÓ

1

0,60

SECRETÁRIA ELETRÔNICA

1

0,60

BATEDEIRA

1

0,38

FURADEIRA

1

0,35

CARREGADOR DE PILHAS

1

0,25

DVD PLAYER

1

0,20

FOGÃO A GÁS COMUM

1

0,18

ALISADOR DE CABELOS

1

0,08

BARBEADOR/DEPILADOR/MASSAGEADOR

1

0,06

IMPRESSORA MULTIFUNCIONAL

1

0,05


TOTAL

550,28

Residência de alto consumo

O vilão de consumo nessa residência disparado é o ar condicionado que consome praticamente 1/3 da energia elétrica. Em seguida, vem os gastos com refrigeração e climatização de alimentos (132,6 kWh). Depois, temos os gastos com aquecimento de água (126 kWh).

Aparelhos elétricos

Quantidade

Consumo mensal (kWh)

AR-CONDICIONADO 10.000 BTU

1

324,00

CHUVEIRO ELÉTRICO

1

73,50

TORNEIRA ELÉTRICA

1

52,50

FREEZER VERTICAL/HORIZONTAL

1

50,70

GELADEIRA 2 PORTAS

1

50,70

LAVADORA DE LOUÇAS

1

31,50

ADEGA CLIMATIZADA

1

31,20

VENTILADOR DE TETO

1

28,80

TV LCD 42"

1

27,00

LÂMPADA HALÓGENA 50W

3

22,50

CIRCULADOR AR PEQUENO/MÉDIO

1

21,60

LÂMPADA FLUORESCENTE COMPACTA 23 W

6

20,70

EXAUSTOR DE FOGÃO

1

20,40

CAFETEIRA ELÉTRICA

1

18,00

LÂMPADA INCANDESCENTE - 40 W

3

18,00

TV EM CORES CRT - 29"

1

16,50

FORNO ELÉTRICO PEQUENO

1

16,00

MONITOR LCD 22"

1

14,40

LÂMPADA FLUORESCENTE COMPACTA 15 W

6

13,50

COMPUTADOR DESKTOP (SEM MONITOR)

1

12,00

HOME THEATER

1

12,00

LÂMPADA FLUORESCENTE TUBULAR 20W

4

12,00

FORNO MICROONDAS

1

10,80

LÂMPADA FLUORESCENTE COMPACTA 11W

6

9,90

BOMBA D'ÁGUA 1/2 CV

1

9,20

APARELHOS EM STAND BY

3

8,55

MULTIPROCESSADOR

1

8,40

SECADORA DE ROUPA PEQUENA

1

8,00

LAVADORA DE ALTA PRESSÃO

1

7,00

LAVADORA DE ROUPAS

1

6,00

NO BREAK 500 VA (CONSUMO INTERNO)

1

6,00

NOTEBOOK

1

6,00

FERRO ELÉTRICO AUTOMÁTICO

1

5,00

MÁQUINA DE PÃO

1

5,00

APARELHO DE SOM

1

4,80

CORTADOR DE GRAMA PEQUENO

1

4,00

GRILL/SANDUICHEIRA

1

3,75

PORTÃO AUTOMÁTICO

1

3,60

SECADOR DE CABELOS PEQUENO

1

3,60

BOMBA AQUÁRIO PEQUENO

1

3,60

RÁDIO RELÓGIO

1

3,60

CONVERSOR TV DIGITAL

1

3,00

DECODIFICADOR PARA TV A CABO

1

3,00

ROTEADOR

1

2,88

RÁDIO ELÉTRICO PEQUENO

1

2,40

ENCERADEIRA

1

2,00

TELEFONE SEM FIO

1

1,80

LIQUIDIFICADOR

1

1,35

APARELHO DE SOM PORTÁTIL

1

1,20

VÍDEOGAME

1

0,90

ASPIRADOR DE PÓ

1

0,60

SECRETÁRIA ELETRÔNICA

1

0,60

BATEDEIRA

1

0,38

FURADEIRA

1

0,35

ESPREMEDOR DE FRUTAS

1

0,26

CARREGADOR DE PILHAS

1

0,25

DVD PLAYER

1

0,20

FOGÃO A GÁS COMUM

1

0,18

ALISADOR DE CABELOS

1

0,08

BARBEADOR/DEPILADOR/MASSAGEADOR

1

0,06

IMPRESSORA MULTIFUNCIONAL

1

0,05


TOTAL

1025,83

Última atualização em Seg, 07 de Setembro de 2009 20:16
 

Álcool combustível aumenta o efeito estufa?

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Usina de álcool

Quando queimamos álcool no motor do carro produzimos CO2 que vai para a atmosfera. Olhando apenas para essa etapa do processo concluiríamos que o álcool aumenta o efeito estufa. Abrindo a lente da nossa análise, porém, vamos ver que o carbono presente no álcool está apenas retornando à atmosfera. Ele foi retirado do ar durante o crescimento da cana que, por fotossíntese, converte CO2 atmosférico em matéria orgânica usada para produzir álcool. Olhando dessa forma, concluiríamos que o ciclo do álcool é fechado e que esse combustível não causa nenhum aumento de efeito estufa, só estamos devolvendo para a atmosfera CO2 que já estava lá alguns meses antes.

Agora, vamos ampliar ainda mais o alcance da nossa investigação, Para produzir o álcool é preciso acionar uma indústria complexa que consome fertilizantes, utiliza máquinas agrícolas, exige transporte de materiais, usa energia intensivamente na usina, etc. Em todas as etapas desse processo, temos débito de carbono, seja na fabricação do fertilizante ou no motor a diesel do caminhão que leva a cana até a usina. Considerando o processo como um todo concluímos que sim, o álcool gera débito de carbono. Seria preciso estudos mais aprofundados para medir em quanto fica esse débito. Alguns especialistas afirmam que para cada tonelada de carbono lançada ao ar por carros a álcool, temos outros 200 kg de carbono emitidos em definitivo pela agroindústria desse produto. A situação se complica bastante se o plantio de cana de alguma forma provocar  o desmatamento de florestas nativas.

O que um ecologista deve fazer então? Lançar-se ao abismo dirigindo seu carro a álcool? Calma. O álcool continua dando de goleada em combustíveis fósseis como gasolina, diesel e gás natural. Esses produtos são lançados integralmente e em definitivo na atmosfera e não são renováveis, além de gerarem débito de carbono alto em sua cadeia produtiva. Com a evolução da tecnologia e da consciência ambiental, o débito de carbono do álcool vai cair. Por isso, em vez de se jogar nas cavas de Varanasi, deixe seu carro a álcool na garagem e utilize-o somente quando for realmente necessário. Sempre que puser, vá de transporte coletivo, de bicicleta, a pé, ou nem vá, resolva pela Internet.

 


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