O homem ambiental

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Bem-vinda(o)

Cuide do meio ambiente enquanto assiste TV

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Sala de TV

Ver TV é um lazer ecológico? Como é uma atividade de baixo impacto, sim. Com certeza, é mais ecológico do que viajar, mas perde para uma caminhada no parque ou, para uma prosa na varanda com os amigos. Para ver TV é preciso um televisor, energia elétrica e uma emissora que coloque a programação no ar. Produzir o programa custa caro, mas esse gasto é rateado entre muitos espectadores. Para o espectador fica o gerenciamento do impacto do aparelho e da energia elétrica, por isso, veja algumas dicas de meio ambiente sobre ver TV.

Televisores por residência. Em muitas casas é comum encontrar duas ou mais TVs, o que é ruim, pior ainda se todas forem ligadas ao mesmo tempo para sintonizar o mesmo canal. Que tal doar ou vender as TVs mais velhas e compartilhar um só aparelho em família? Isso rende até uma troca de ideias entre os viventes da casa enquanto veem a programação.

Tecnologia do aparelho. Há varias tecnologias de TV à venda: CRT, plasma, LCD, LED. A tecnologia CRT é a mais antiga, tem consumo específico alto e, provavelmente, será abandonada nos próximos anos. As TVs de plasma também não são econômicas. A tecnologia mais recente e de maior eficiência energética é a de LED. Seu preço ainda é alto, mas pode baixar à medida que se popularizarem.

Área de tela. Quanto maior a tela da TV, maior seu consumo de energia. Ao longo dos anos o tamanho médio das telas tem aumentado bastante. Houve um tempo em que a TV 21” CRT era padrão nas residências. Depois, veio a onda das CRT 29” e agora, o padrão que está se firmando é o das TVs widescreen 42”. Isso sem falar nas TVs maiores ainda de 50, 60 ou mais polegadas. As tecnologias LCD e LED têm baixo consumo específico de energia, mas essa eficiência acaba neutralizada se a área do aparelho for muito grande. Por isso, ao escolher um televisor, não se deixe levar pela ideia de que tamanho é documento.

Luminosidade do ambiente. Os oftamologistas recomendam um ambiente de luz suave para assistir TV; os ecologistas, também. Fechando as cortinas durante o dia ou usando um abajur na sala durante a noite é possível reduzir o brilho da TV e economizar energia. TVs mais modernas vem com sensor de luminosidade que ajusta o brilho automaticamente de acordo com a necessidade do ambiente.

Temporizador e sensor de luminosidade, sim; stand by, não. Alguns recursos tecnológicos são bem-vindos. Poder programar a TV para desligar sozinha depois de um tempo é ótimo para aqueles que dormem diante da TV e só acordam horas depois. O sensor de luminosidade é ótimo para ajustar o brilho da TV automaticamente e economizar energia. Por outro lado, TVs com stand by, que já foram moda, não são ecológicas. O consumo em stand by parece pequeno, mas em alguns aparelhos alcança 10 W. Um aparelho em stand by o mês inteiro faz diferença a mais na conta de energia.

Como se vê, dá para baixar o impacto ambiental até na hora de ver TV. Se você, porém, não curte TV pode reduzir ainda mais seu impacto ambiental recorrendo a formas de lazer mais ecológicas como fazer sexo, que geralmente não requer aparelhos elétricos e pode ser praticado com luz apagada. Só lembre  que esse lazer não deve resultar em crescimento populacional.

Última atualização em Dom, 06 de Setembro de 2009 19:53
 

Selo Inmetro para carros ainda não colou

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Selo Inmetro para automóveis leves

O Kia Picanto é o primeiro carro a ser vendido no Brasil com selo do Inmetro afixado no vidro e, por enquanto, é o único. No final de 2008 o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia) deu início ao programa de etiquetagem de veículos leves. Em abril último, o instituto divulgou a tabela 2009 para carros leves, que indica o consumo de combustível de vários modelos vendidos no Brasil de montadoras que aderiram ao programa. O Picanto é o carro a gasolina com maior eficiência energética e, por isso, a montadora Kia tem bons motivos para colocar o selo Inmetro no veículo.

A criação do programa de etiquetagem para carros é muito bem-vinda, afinal, o automóvel é o bem durável de maior impacto ambiental que podemos encontrar em uma casa. Se a eficiência energética de outros bens como geladeiras, máquinas de lavar e lâmpadas é avaliada pelo Inmetro há anos, o carro também tinha que passar por esse teste.

Agora que os carros entraram no controle, os esforços têm que se direcionar para a ampliação do programa. A adesão ainda é voluntária e, até agora, apenas cinco montadoras têm carros avaliados: GM — Chevrolet, Fiat, Kia, Honda e Volkswagen, mesmo assim, participam com apenas alguns modelos de suas linhas. Chegará o dia em que todos os veículos novos virão com selo Inmetro? Espero que sim, e tomara que isso aconteça o mais breve possível. O Inmetro está fazendo a sua parte, as montadoras, cedo ou tarde, farão a parte delas. Ao consumidor, cabe fazer a dele que é prestar atenção na etiqueta e levá-la em conta na hora de comprar um carro.

Última atualização em Dom, 02 de Agosto de 2009 14:14
 

Paple higiênico: um assunto enrolado

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Banheiro ecológico

Antes que me chamem de eco chato, aviso que não vou lançar aqui propostas mirabolantes como usar o papel higiênico dos dois lados. Minha ideia inicial era fazer um elogio ao rolo de papel higiênico de 90 m, mas pesquisando na Internet encontrei tantas opiniões enroladas sobre esse papel fundamental que resolvi ir um pouco além.

30, 60 ou 90 m. Os rolos de 30, 60 e 90 m têm praticamente o mesmo tamanho e, por isso, dar preferência ao rolo de 90 m é uma atitude ecológica que gera economia de embalagens, transporte e armazenagem do produto.

Não branqueado. O papel branquinho é fabricado com produtos químicos agressivos, tem custo de produção mais alto  e resistência mecânica inferior. Tudo isso para produzir um efeito estético duvidoso. Prefira o papel em sua cor natural.

Papel reciclado. Tecnicamente, é difícil produzir papeis somente com fibra reciclada devido à sua baixa resistência mecânica, mas como o papel higiênico é um produto descartável, é melhor usar o máximo possível de fibra reciclada na sua composição, mesmo que isso o deixe menos macio.

Não jogar papel no vaso sanitário. Algumas pessoas pensam que jogar papel no vaso sanitário é coisa de primeiro mundo e que para isso existe o tal do papel higiênico biodegradável. Todo papel higiênico é biodegradável, pois é feito de celulose. O papel dito biodegradável é invenção de algum marketeiro picareta. Trata-se apenas de um papel com menos cola, que dissolve facilmente na água. Quem lembra das aulas de ciências sobre conservação da matéria sabe que o papel lançado no vaso sanitário não vai desaparecer milagrosamente. Ele permanece dissolvido na água e há o risco de acabar poluindo córregos e rios. Se todo mundo jogar o papel usado no vaso, as estações de tratamento de esgoto terão que ser ampliadas para dar conta do volume maior de matéria orgânica lançado na água. Como no Brasil essas estações são raras, geralmente é melhor colocar o papel usado no cesto para que seja enviado ao aterro sanitário. A destinação como resíduo sólido é mais barata e viável em nossa realidade.

Compostagem doméstica não. O papel higiênico usado poderia ir para a compostagem doméstica se não fosse o problema do risco sanitário da propagação de doenças. Deixe o papel higiênico usado para a coleta pública. Algumas prefeituras fazem a compostagem industrial do lixo orgânico, mas nesse caso, o processo inclui uma etapa final de desinfecção para eliminar o risco sanitário.

Alternativas ao papel higiênico. O papel higiênico é uma invenção antiga dos chineses, usada há séculos pela nobreza daquele país. Sua produção industrial para as massas é recente e começou no século XIX. Durante milhares de anos, portanto, as pessoas comuns usaram a criatividade para limpar suas partes. O que poderia substituir o papel higiênico nos dias de hoje? Toalhinhas laváveis? Ducha no vaso sanitário? Palha de milho? Ideias não faltam, embora não sejam livres de impacto ambiental. Deixo essas soluções criativas para os ecologistas mais ousados.

Pois é, o papel higiênico rende discussões apaixonadas, talvez porque toque em uma área sensível do ser humano, mas sensibilidade tem limite, né? Aquele papel higiênico branquinho, de folha dupla ou tripla, gofrado, super macio e perfumado não é conforto, é frescura.

 

O custo total de seus eletrodomésticos

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TV de LED

A maioria dos consumidores faz uma boa pesquisa de preços antes de tirar um eletrodoméstico da loja, mas poucos avaliam os custos do produto ao longo da sua vida útil. Veja o comparativo entre três tipos de TV digital de marcas de primeira linha, pesquisados em grandes magazines. Não inclui custos de manutenção porque são difíceis de prever.

TV digital full HD Plasma 42” LCD 42” LED 40”
Potência máxima 555 W 190 W 145 W
Consumo em 10 anos
(5 h diárias de uso)
9.990 kWh 3.420 kWh 2.610 kWh
Custo da energia
(R$ 0,40/kWh)
R$ 3.996,00 R$ 1.368,00 R$ 1.044,00
Preço do aparelho R$ 2.600,00 R$ 3.100,00 R$ 5.400,00
Custo total R$ 6.596,00 R$ 4.468,00 R$ 6.444,00

Se olhasse apenas para a etiqueta de preço, o consumidor compraria de olhos fechados a TV de plasma. No longo prazo, porém, essa TV fica mais cara que sua concorrente com tecnologia LED. Do ponto de vista econômico, a melhor compra a longo prazo é a TV LCD, que tem preço e consumo intermediários.

Outro aspecto a considerar é o ambiental. Para simplificar a análise, vamos supor que o impacto ambiental de fabricação dos três televisores é igual. A diferença entre eles ficaria por conta do consumo de energia ao longo da vida útil de cada aparelho. Considerando apenas o gasto de energia, o televisor LED é a melhor compra, pois consome 23% menos energia do que o modelo LCD e quase quatro vezes menos que a TV de plasma.

Os televisores LED são a tecnologia mais recente e recém-lançada. Provavelmente, o preço desses aparelhos vai cair. Com isso, talvez se tornem a melhor escolha tanto para o bolso como para o meio ambiente.

A qualidade de imagem da TV digital é outra coisa, mas tem horas que me dá uma saudade da TV analógica. Basta eu pensar que uma TV 21” custa R$500,00 e consome 90 W.

 

Como reaproveitar a água da lavadora sem levar banho

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Máquina de lavar Electrolux Turbo ECOnomia

A água que sai da máquina de lavar pode ser usada para lavar pisos, calçadas, carro e outras coisas laváveis com água de segunda mão. A ideia é ecológica, mas quem já tentou colocá-la em prática sabe que dá trabalho porque as máquinas de lavar não foram pensadas para os novos tempos ecológicos. O cidadão consciente tem que ficar de plantão do lado da máquina esperando chegar o momento exato do ciclo de lavagem em que ela começa a drenar água.

Para resolver essa parada, a Electrolux inovou em sua linha Turbo ECOnomia de lavadoras com uma ideia simples: colocou no painel das máquinas o botão ECONOMIA. Funciona assim: se você quiser reaproveitar a água, aperta o botão ECONOMIA no início da lavagem e um led acende. Quando a máquina chega na etapa de drenagem, o ciclo é interrompido automaticamente e o led começa a piscar avisando que a água já pode ser recolhida. Dessa forma, é possível se organizar para recolher a água sem levar banho ou inundar a lavanderia. Apertando o botão ECONOMIA nessa etapa, inicia-se a drenagem.

O botão ECONOMIA fica bem à vista no painel e isso, provavelmente, vai incentivar as pessoas a usá-lo com frequência. Taí uma ideia simples de custo mínimo que ajuda a economizar o mais precioso dos líquidos.

Última atualização em Ter, 14 de Julho de 2009 00:24
 


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