faces

arquitetura moderna 

Adeus ao martírio dos sonhos. Adeus sentimentos que deixam lanhos. Minha revolução pessoal se assemelha à revolução arquitetônica. Adeus Art Nuveau. A curva francesa cedendo lugar à régua T. Vertical. Horizontal. O expurgo dos excessos. A arcada sentimental desce do pódium. Agora a reta e o ponto. Parede nua. A beleza simples dos objetos geométricos simples. Cubos, prismas caem do céu. Descem como pluma. Leves, assentam cuidadosamente no solo. Pelo pouco peso nem precisam se agarrar ao chão. Como bailarinas ficam no ar, pela ponta do pé, querendo levitar. Formas simples, formas claras. Esta arquitetura não é própria ao pesadelo. Minha revolução: Fazer da vida um edifício leve que abusa do vão livre. Estes prédios leves são para o ver e não para o por quê. Este projeto de vida que não nasceu nas pranchetas da angústia tem o estilo claro da moderna arquitetura. Arquitetura e vida fundidas no mesmo projeto: Gerar o objeto fácil, sem dilemas, sem perguntas. Simples, leve e limpo.

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