O estilo brota
de um líquido turvo.
Inicialmente
viscoso.
De começo
dissolvidos nele
líquidos
menores, essências supérfluas.
O estilo ainda
ali não nasceu. Espera.
Filtros. Destilações,
adsorventes.
O líquido flui
mais solto nos jarros.
Só a purificação
laboriosa
traz o estilo
transparente.
Mas como a
completa permeabilidade à luz?
Esta utopia, a
da pura pureza
é a que se
busca com olho lente.
Do outro lado,
mas paralelamente
o artista busca
a vida destilada.
Uma existência
de arquitetura precisa.
Burilar o estilo
e a vida,
projetos
conjuntos, utopias irmãs.
Não amplificar
a vida. Reduzi-la.
Desbastar seus
ramos.
Faze-la
disciplinada.
Mirrar os caules
verdes,
secar todos os oásis
da angústia.
Planura e
horizonte azul.
Num ponto se
confundem estilo e vida:
no seu ir para.