A grande
descoberta de minha vida
foi que não me
importo em descobrir nada.
A vida como
planura,
o silêncio do
deserto como sinfonia.
O coração
seco, o olhar cristalino.
A aceitação de
mim como concha fechada.
Vejo e já perdi
o que vi.
Minha solução
como ausência de soluções.
A desistência
do eu
em ser forma de
mistério.
E tudo é puro
olhar
e nada me
preocupa ou faz querer
desvendar o que
quer que seja.
Uma distância
me separa
dos objetos que
percebo.
Mas percebo-os e
é tudo.