Parmênides de Eléia

Hefaísto

Parmênides viu o movimento e achou absurdo.
Este grego, provável, amava o silêncio.
Seus lábios metafísicos pediam o ser
que aos filtros da razão
só podia ser imóvel.
Parmênides pensou o ser esfera.
Homogêneo. Estático. Permanente.
Ele no absurdo mundo do vir-a-ser.
As flechas correndo o ar. O movimento.
No amanhecer da história
um grego pensou o silêncio
como fórmula ideal.

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