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Museu paranaense |
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Visito
o Museu Paranaense. Nas salas e nos corredores retratos pintados de figuras ilustres do passado. Este de ar altivo, a praça em frente leva seu nome, famoso e irremediavelmente morto. Mais adiante um cavalheiro de olhar confiante, distinto e irreversivelmente morto. Ao fundo, um que comandou por décadas a política paranaense, solene, a mão firme apontando para o futuro, mas interminavelmente morto. Ali, em tamanho natural, um bispo, severo, como se dono das chaves do Reino, porém, inevitavelmente morto. Desfila a procissão de rostos diante de mim. Capitães de indústria, empreendedores e mortos. Políticos matreiros, aristocráticos e mortos. Jovens senhoras, lindas e infinitamente mortas. Professores, médicos, advogados, sólidos, serenos, sábios e mortos, como eu na minha hora, talvez sem fama, sem classe, sem título, sem retrato, sem nome de rua, mas principalmente morto. |
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