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Reticências
Usamos reticências, representadas por três
pontos em seqüência (...), em vários contextos, geralmente, com
função retórica. Vamos agrupar esses usos em três casos.
Representação de pausas não sintáticas
Coloca-se reticências no texto quando se
quer indicar que naquela posição há uma pausa adicional não
sintática na elocução, causada por hesitação, suspense ou outra
razão pragmática. Veja exemplos:
Não sei se devia lhe dizer, mas ... o caso é
grave.
E o prêmio vai para ... a equipe azul.
Indicação de interrupção do discurso
Usamos reticências no fim de um enunciado
para indicar que por algum motivo o discurso sofreu uma interrupção
brusca. Nesse caso, os enunciados geralmente apresentam-se
sintaticamente incompletos. Veja exemplos.
Para bom entendedor ...
Você me enganou, seu ...
Os casos típicos em que se emprega as
reticências dessa forma são aqueles em que a continuação omitida do
discurso é subentendida e não vai ser dita para atenuar o impacto do
enunciado.
Encaixa-se nesse caso, a colocação de
reticências ao final de uma enumeração para indicar que ela não foi
exaustiva.
Omissão de trechos de uma citação
Nas citações, as reticências são empregadas
para indicar trechos omitidos desnecessários ao contexto. Trata-se
de um emprego pragmático que equivale à pausa no discurso oral. Por
exemplo:
"Se é para o bem de todos ... diga ao povo que
fico." D. Pedro I
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