|
|
Navegante solitário |
|
| A décima segunda badalada desperta o vampiro bandalho. A milenar flor de luxúria que move o mundo. Vaga o velho vampiro pelos caminhos batidos da perdição. Onde boca fresca e entre aberta a esta hora deserta? Onde coxa roliça e rija para meu carinho ríspido? Onde bundinha empinadinha para meu doce açoite? A cidade das sombras se abre deserta para meu pecado brutal. Em vão deslizo pelas paredes escorregadias de virtual Sodoma. O comércio ambulante do desejo cintila em promessas úmidas. Pelo volante da infovia passam coxas tesas, o biquinho de seio mais tenro, a virilha melada, o gemido crispado, o torso contraído, o leite condensado. Viajo um mundo, um mundo se cria, um mundo se esvai. Mas um raio de sol perfura o horizonte e o vampiro eremita se recolhe à cripta lúgubre. A torneira gelada pinga. Os morcegos se penduram no cabide. Um gif animado, mecanicamente, abre e fecha as pernas, fecha e abre, abre e fecha. |
|
|