Alfa

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Este é um site de poesia, as minhas, especificamente. Na medida do possível seguirei acrescentando novas  páginas no site. Do ponto de vista estético não há grande novidade por aqui. Afinal, quem precisa de novidade? Volta e meia aparece alguém dizendo que reinventou a roda mas os temas imutáveis da poesia cabem todos nos dedos das mãos: amor, morte, dor, salvação... E as variadas formas de tratar disso já foram esgotadas com toda competência pelos meus antecessores.
Existe uma arte gótica? O que vejo é uma coleção admirável de obras e autores de várias épocas que de algum modo tem um estilo  gótico. Só para lembrar de alguns mestres do passado, poderíamos citar: Bosch, Dante, Doré, Poe, Shelley, Lovercraft, Bram Stoker, Stevenson, Augusto dos Anjos, Álvares de Azevedo. O cinema, os quadrinhos, o rock, nos dão exemplo eloqüentes do que seja um estilo gótico. Lembremos de Nosferatu, Bela Lugosi, Cesar Romero, Clive Barker, do Coppola de Drácula. De Batman ou Druna, do rock metálico, dos sanguinolentos  videogames. Há um traço comum que  liga estas obras e autores. Que traço?  Eis uma boa pergunta. Almas atormentadas diante da treva, talvez.

Por vezes, me parece que esta arte gótica segue sua própria linha do tempo, nem sempre coincidente com a da  arte em geral. Como se fosse uma arte de minoria, de nicho, para  canhotos, enfim. Mas creio que não há góticos. Há horas em que se está gótico. Assim é, que nas vídeo locadoras sempre há uma estante menor, não tão à vista, com filmes de horror que não ganharam e não ganharão o Oscar, onde todos dão sua espiada, e locam quando estão góticos.

Meu compromisso de poeta é manipular desejos, medos e dejetos que nutrem nosso imaginário e pululam aqui e ali nas nossas  vidas, na maioria das vezes, de forma velada, pois é, via de regra,  penoso, raramente moral, assumi-los. Tudo, num   estilo supostamente ... gótico.

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