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ratória é a arte do discurso público em tempo real. No discurso oratório é marcante a característica performática.
Não basta que ele tenha sido bem planejado, bem redigido, tem de ser bem emitido.
O orador tem de zelar pela sua
aparência, pois o ouvinte pode fazer uma transferência icônica a
partir da aparência do orador para o conteúdo do discurso. A imagem do orador
deve despertar na platéia a
impressão por ele premeditada. Para isso, o orador precisa conhecer as expectativas de sua platéia
e se beneficiar disso. Esta regra, de moralidade duvidosa, faz a oratória, em certos
casos, parecer uma arte de dissimulação.
Defeitos que devem ser evitados
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Titubeio: prejudica a imagem do orador. O receptor
associa o titubeio à insegurança de personalidade.
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A velocidade inadequada de entoação, muito lenta ou muito
rápida, influi na comunicabilidade. A velocidade ideal é conseguida com a
prática.
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Pronunciar expressões cuja única função é preencher a lacuna de
um titubeio. Exemplos: 'né', 'hum', 'ahn'. Por vezes, repetem-se as últimas palavras que
antecederam o titubeio.
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Má dicção: é a pronúncia inadequada dos fonemas, que não resultam
nítidos ao ouvido do receptor.
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Pausas de pronúncia que não coincidem com pausas sintáticas. Caso
notável é a pausa provocada por falta de ar.
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Problemas de qualidade da voz: fanhosa, muito aguda ou muito grave.
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Volume muito fraco ou muito intenso da voz.
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Uso de variantes de prosódia conotadas pejorativamente pela platéia.
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Predomínio dos recursos de entoação e gesticulação. É o
código lingüístico que deve predominar.
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