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ejamos alguns recursos retóricos que se lança mão para aumentar
a eficiência da narrativa.
Iconia
Simplificadamente, iconias
narrativas são semelhanças induzidas entre o que se narra e a
forma com a qual se narra. Exemplos: ação intensa e rápida
narrada com planos rápidos. Usar ponto de vista tipo close para
diálogos íntimos.
Metonímia
É a parte da narrativa em que, ao
menos em parte, está ausente o núcleo temático da ação, mas que
está a ele ligada por uma relação de contigüidade. Para
caracterizar um trecho da narrativa como metonímico, é preciso
saber o que constitui o núcleo temático, por isso, a
caracterização da metonímia narrativa é uma questão subjetiva.
Para individualizá-la é necessário admitir que há um modo mais
genérico, mais objetivo, mais direto e abrangente de realizar a
cena. Por modo metonímico entende-se aquele que,
hipoteticamente, substitui o modo direto. Há vários tipos de
metonímia narrativa usados com funções diversas. Por exemplo:
-
O substituto é um caso
particular do substituído, que é genérico, típico.
-
O substituto atenua/agrava o
impacto da narração.
-
O substituto dá variedade às
narrações que se repetem.
-
O substituto é mais
sintético/analítico segundo a necessidade.
-
O substituto é esteticamente
preferível.
Tipos notáveis de metonímia
narrativa:
Funções notáveis da
metonímia narrativa:
-
Agravar ou atenuar, conforme o
caso.
-
Economia. O substituto é mais
conciso que o substituído.
-
Variedade. Para não repetir a
mesma solução.
Elipse
Elipse narrativa é a supressão
total ou parcial de trechos da narrativa. É empregada com
funções distintas. Entre as funções notáveis temos:
Economia. Suprime-se o trivial, o
supérfluo, o que não é de interesse.
Atenuação ou agravamento, conforme
o efeito que se deseja.
Alegoria
A literatura nos dá exemplos
abundantes de narrativas alegóricas.
Paráfrase
Também na literatura temos vários
exemplos de paráfrase narrativa. |